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A Ciência do Colo

As evidências científicas do Colo por trás dos carregadores de bebê

Por Ariane Chiebao

Atualmente são poucos os estudos específicos sobre os benefícios do carregar em si, mas eles já mostram muitos resultados convincentes. O movimento do Babywearing pelo mundo todo vem reforçando a demanda de estudos científicos na área, assim como vem também aprimorando o uso e a produção dos próprios carregadores de bebê, mas de fato, pesquisas minuciosas e detalhadas ainda não existem.
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E enquanto isso não acontece? Como faz?
Nos dizemos: quem tem olhos para ver o lado bom… que venha ver junto conosco!
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Já existe uma grande variedade de descobertas e estudos altamente relevantes nas áreas como: desenvolvimento da primeira infância, Método Mãe Canguru, Antropologia e outros.

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Estudos que “costuram” a Ciência do Colo, embasando cientificamente e comprovando as indicações e benefícios reais de dar colo aos nossos bebês.
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Saber costurar ideias é uma arte que precisa de tempo e espaço para partilhar e compartilhar! Por isso convido você {mãe, pai, assessor em babywearing, doulas, parteiras, pediatras e quem mais sentir} para acompanhar essa série aqui em nosso Blog!
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Quem vem junto?!
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Vínculo & Apego Seguro

O contato físico

Boas práticas para o desenvolvimento do Apego Seguro

Como mães, esperamos ter com nossos filhos um relacionamento próximo, permeado por afeto e segurança… quiçá pela vida toda.
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Apesar de não existir um “mapa” desse caminho, alguns estudos já apontam as boas práticas que podem certamente ajudar a co-criar as bases de confiança e segurança em um bebê e em nós mesmos.

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Quanto mais cedo elaboramos uma conexão profunda com eles, principalmente através do colo, mais essa relação se fortalece de confiança, mesmo em situações de separação pontuais ou rotineiras, como por exemplo o ingresso na escolinha ou o cuidado feito por algum outro cuidador.
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Em uma pesquisa, 49 mães de baixo nível socioeconômico foram divididas em dois grupos. O primeiro grupo, consistindo de 23 mães, recebeu carregadores de bebê (permitindo um maior contato físico), enquanto o outro grupo de 26 mães recebeu cadeirinhas.
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Aos 13 meses de idade, todos os bebês participaram da “Ainsworth Strange Situation”, um cenário fabricado projetado para ver como uma criança reagirá à ausência de sua mãe. E de modo geral, os bebês cujas mães receberam os carregadores de bebês demonstraram um apego materno mais seguro do que aqueles que receberam as cadeiras para bebês.
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Esse apego materno é desenvolvido desde a gestação e pode permear pela vida dessa criança por tempo indeterminado, consistindo, de maneira geral, nos laços cognitivos e afetivos entre mãe e bebê.
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Laços fortes que geram segurança para uma vida toda, criados no colo e no contato…
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Esse post integra a série “Ciência do Colo”
Curadoria de Ariane Chiebao para Aurora Sling
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Estudo: Anisfeld E et al. (1990). “Carregar bebês promove apego? Um estudo experimental dos efeitos do aumento do contato físico no desenvolvimento do apego. ” Child Development, 61 (5): 1617-27.